27% dos acidentes fatais em Petrópolis são de vítimas da BR-040


O anuário apresentado pela CPTrans durante a Conferência consolida dados de 2016 e é divido em três partes: a primeira traz os dados da frota de veículos no município nos últimos 15 anos, a segunda mostra a evolução dos acidentes no período de cinco anos a partir de 2012, e a terceira com detalhamento dos acidentes de trânsito ocorridos nos 12 meses de 2016. De acordo com os dados, em Petrópolis os motociclistas estão entre as principais vítimas: dos 1.797 acidentes que ocorreram no ano analisado, eles estão envolvidos em 37% dos sinistros, representando 48% das vítimas totais. Os motociclistas, aliás, representaram 50% das mortes que ocorreram naquele ano, ou seja, nove, do total de 18.

O documento também mostra que 27% dos óbitos ocorridos em Petrópolis são de vítimas da BR-040. Das cinco pessoas que morreram na rodovia, duas foram por colisão, duas por conta de tombamento de veículos e uma por atropelamento. O anuário aponta a União e Indústria, uma via de cerca de 14Km, como a que mais ocorre acidentes, mas ao dividir por quilômetro, a via mais perigosa da cidade é a Washington Luiz (via que tem 4Km), seguida da Coronel Veiga e General Rondon.

“O relatório traz, de forma inédita, o mapa de calor apontando os trechos onde há maior índices de acidentes, que vão além das áreas centrais da cidade. Com esse documento, podemos priorizar a aplicação de recursos públicos, uma vez que temos a noção exata de que o investimento de recursos, que são limitados, precisam ser aplicados de maneira correta e eficiente. Na prática, conseguimos saber, por exemplo, aonde é necessário a colocação de redutores de velocidade, sinalização vertical e horizontal, dentre outras intervenções que farão diferença para a mobilidade da cidade”, explicou o coordenador da conferência e diretor técnico e operacional da CPTrans, Luciano Moreira.

Os dados estão também estão à disposição da população no www.petropolis.rj.gov.br/cpt. Vale destacar que o documento é elaborado de um ano para o outro, ou seja, o relatório do último ano será apresentado em 2019. No entanto, uma prévia do Anuário 2017, que está em fase de execução, aponta que, em Petrópolis, houve, ao menos, 54 mortes por conta de acidentes de trânsito. O número muito superior ao de 2016 leva em conta um dado que até então não estava sendo computado: as mortes pós-cena. O novo método de pesquisa, rastreia as vítimas de trânsito que dão entrada em hospitais, mas que não resistem e morrem. E, dados coletados até agora, apontam 34 óbitos desta maneira. Dezoito pessoas morreram na hora em acidentes na cidade, número igual ao de 2016.


Tel:  (24) 2242-1558

End : Rua Washington Luiz, 391

Petrópolis - Brasil

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