Ministro da Cultura inaugura exposição no Museu Imperial e anuncia parceria com Petrópolis

04/12/2017

Até 2020, quando se completam 200 anos de Independência do Brasil, Petrópolis vai ser a principal parceira do Ministério da Cultura nos cinco anos de festejos da data. “Quero anunciar à cidade e ao meu amigo Bernardo Rossi, que Petrópolis será o epicentro das comemorações”, antecipou Sérgio Sá Leitão ao inaugurar nesta segunda-feira (04.12) pela manhã a exposição “Missivas Imperiais: cartas de Dom Pedro II”. Estão expostas ao público cinco cartas originais do último imperador brasileiro que foram doadas pelo presidente Russo, Vladimir Putin ao presidente Michel Temer.

“Exposições, filmes, lançamento de obras e muitas manifestações culturais farão parte dos festejos, uma programação à altura da importância da data e que vai consumir cinco anos sendo realizada”, anunciou o ministro. Sérgio Sá Leitão, ao lançar a programação “Brasil 200: viva a sua Independência!”, conclamou o engajamento da sociedade e de Petrópolis, em particular. “Boa parte das atrações serão no Museu Imperial, a joia do Brasil entre os seus museus”, afirmou

O prefeito Bernardo Rossi colocou a prefeitura e os equipamentos turísticos e culturais da cidade à disposição do Ministério. “Estamos engajados já a partir de agora nesta iniciativa”, frisou.

Rossi agradeceu ainda a parceria do Ministério da Cultura nos eventos da cidade. “Fizemos a Bauernfest e agora o Natal Imperial também com recursos da Lei Rouanet e o ministro incluiu Petrópolis no calendário de turismo do Estado do Rio nos ajudando com uma divulgação que é essencial para a cidade”, afirmou.

 

 

A exposição com as cartas de Dom Pedro II (1825-1891)  ficam em exposição no Museu Imperial até o dia 04 de março.

As cinco cartas são originais: quatro cartas são de gabinete e foram remetidas ao conde de Trapani e aos cardeais Costantino Patrizi Befondi e Bilio. A última correspondência era endereçada ao poeta francês Sully Prudhome, membro da Academia Francesa da qual D. Pedro II fazia parte. Na carta o imperador manifesta o interesse de ter uma cópia do poema Le Bonheur. O museu já é detentor da reposta de Pdruhomme desde 1948. 

 Uma curiosidade da exposição é uma das cartas enviada pelo então imperador do Brasil ao cardeal italiano Costantino Patrizi (1798-1876), agradecendo os votos de Feliz Natal em 1861. D. Pedro II demorou a recebê-los. Tanto que só escreveu a missiva em 30 de junho de 1862.

A Família Imperial participou da cerimônia com as presenças de D. Cristina, D. Manoel, D. Pedro Carlos, D. Francisco e D. Gabriel, uma demonstração, para o ministro Sérgio Sá Leitão, da “importância do envolvimento dos descendentes do Imperador com a cidade e a cultura”.

Participaram ainda da solenidade de abertura da exposição o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo; a diretora do Museu Nacional de Belas Artes, Mônica Xexéo; o presidente da Sociedade Amigos do Museu Imperial, Miguel Pachá; o prefeito de Levy Gasparian, Valter Lavunas; o deputado federal Cabuçu Borges; o deputado estadual, Marcus Vinícius e o presidente da Câmara

 

 

 

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