20 dias é o prazo que o MPF determinou para a Concer informar sobre a extensão dos danos causados pe


MPF dá prazo para Concer se pronunciar sobre riscos em áreas escavadas

Com documentos e laudos, a Defesa Civil quer garantir que não há riscos na região de entorno, com exceção do local danificado pela cratera de 70 metros e profundidade e 30 metros de diâmetro, às margens da BR-040, na altura do quilômetro 81, sentido Rio.

“Queremos, baseados em laudos técnicos e sondagens, garantir que está afastado risco no Capela, Bingen e Duques – onde houve movimentação de construção da nova pista de subida da serra - em especial no trecho do túnel que teria 4,6 quilômetros pelo projeto da Concer”, afirma o secretário de Defesa Civil, Paulo Renato Vaz.

A Concer também terá que apresentar ao MPF e à Defesa Civil, em um prazo de 15 dias, o relatório do trabalho realizado com um equipamento subaquático, que fez incursão no túnel na última terça-feira (14.11), além dos estudos realizados nas áreas secas do túnel.

“De posse de documentos de toda a obra e do que foi afetado, poderemos avaliar o que está preservado, o que está comprometido e, só então, emitir um laudo”, considera Paulo Renato Vaz.

Engenheiro contratado pela Concer admite relação entre cratera e escavações do túnel

Indagado pelo MPF e pela Defesa Civil, o engenheiro Marcelo Hastings, da empresa PCE Engenharia - contratada pela Concer para investigar o ocorrido – admitiu que a cratera está associada às escavações do túnel. O engenheiro revelou dados sobre a operação realizada pelo submarino não tripulável – equipamento que, acompanhado por vídeo, captou informações sobre as condições no interior do túnel em inspeção na terça-feira (14.11). O equipamento adentrou o túnel por 674 metros, contatando que o mesmo estava integro até a região onde ocorreu o abatimento de solo, ponto onde a passagem foi bloqueada pelos sedimentos.

O engenheiro explicou ainda que as prospecções em curso têm o objetivo de colher elementos que ajudem a esclarecer o fato, e que após sondagens rotativas, o material coletado será encaminhado para análises.

Questionado pelas procuradoras da República Joana Barreiro Batista e Vanessa Seguezzi quanto ao monitoramento do túnel após a paralisação das obras, o gerente do Consórcio Construtor da Nova Subida da Serra (NSS), Bruno Alexssander do Amaral, repetiu a informação dada na semana passada ao juiz da 4ª Vara Cível, Jorge Luiz Martins, ao qual informou que as obras foram paralisadas em junho de 2016 e que o monitoramento, feito pela empresa JAC Minas, foi realizado até novembro do ano passado.

O gerente afirmou ao MPF que a determinação de paralisação do monitoramento não partiu do consórcio NSS, alegando que este não sabia que o monitoramento seria interrompido em novembro. Bruno Amaral disse ainda às procuradoras que o consórcio informou à Concer sobre a necessidade de monitoramento do túnel.

A engenheira da Defesa Civil, Ana Caroline Duarte Dutra, informou ao MPF que o monitoramento contínuo e a drenagem da água acumulada no interior do túnel, poderiam ter evitado o ocorrido no dia 7.


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