Apresentação do Dossiê Mulher 2017- cidade não registrou nenhuma morte por feminicídio no ano passado

27/09/2017

Para organizadora do estudo, número de registro de ameaças e lesão corporal indicam que elas encontram canais de denúncias de violência

A rede de acolhimento ao público feminino em Petrópolis, com o Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) e o Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam) na 105ª Delegacia de Polícia, é o que explica o fato da cidade não ter registrado nenhuma morte por feminicídio – quando o homicídio ocorre pelo único fato de a vítima ser mulher. A análise é de uma das organizadoras do Dossiê Mulher 2017, a major da Polícia Militar Cláudia Moraes. O município não registrou nenhum homicídio ano passado, apesar do índice alto de casos de ameaças e lesão corporal. Os dados foram analisados nessa segunda-feira (25.09), durante a reunião do Conselho Comunitário de Segurança.

A major, que também é coordenadora dos conselhos comunitários de segurança, explica que a violência contra mulher acontece em diversas etapas: começa com a ameaça, evolui para lesão corporal até chegar ao homicídio. De acordo com o Dossiê Mulher 2017, foram realizados 807 registros de ameaças e 844 casos de agressão física.

“O fato de ter um alto número de registros de ameaças ou lesão corporal não significa que a cidade é violenta. Isso mostra que as mulheres se sentem seguras para denunciar esses crimes, denotam uma confiança nas instituições. A denúncia é a grande porta para impedir que se chegue em mortes. Quanto antes a mulher falar, melhor será para protege-la, é isso que permite o trabalho do Cram, da rede de Saúde, da delegacia”, analisa Cláudia Moraes.

Em Petrópolis, 160 mulheres procuraram o Cram esse ano e houve mais 132 atendimentos de retorno (292 no total). O público feminino pode procurar o Cram que fica na Rua Santos Dumont, 100 – Centro. Para denunciar ou solicitar informações, basta ligar para o telefone: 2243-6152. O funcionamento é de 8h às 17h, de segunda a sexta. O Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam) fica na 105ª DP, no Retiro, 24 horas por dia, com policiais femininas atendendo as vítimas de violência em um ambiente reservado. A PM mantém o projeto “Guardiã da Vida”, que atende ocorrência de violência doméstica. Além disso, as petropolitanas também contam com o Ônibus Lilás, que foi reintegrado ao sistema de atendimento em agosto e atua como um “Cram itinerante”. Em outubro, ele estará na Posse para receber as moradoras do distrito.

 

 

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